{"id":1127,"date":"2025-06-24T08:23:21","date_gmt":"2025-06-24T08:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/chiola.ao\/?p=1127"},"modified":"2025-06-24T08:23:21","modified_gmt":"2025-06-24T08:23:21","slug":"palmira-tjipilica-gostaria-de-fazer-mais-trabalhos-e-apresentar-os-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/2025\/06\/24\/palmira-tjipilica-gostaria-de-fazer-mais-trabalhos-e-apresentar-os-livros\/","title":{"rendered":"PALMIRA TJIPILICA: \u201cGostaria de fazer mais trabalhos e apresentar os livros\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Rec\u00e9m-chegada de Pret\u00f3ria, \u00c1frica do Sul, onde efectuava um tratamento m\u00e9dico, a docente universit\u00e1ria e investigadora cultural, Palmira Tjipilica, autora da obra \u201cO Estatuto do Indigenato\u201d, reservou um pouco do seu tempo para fazer um breve balan\u00e7o sobre o impacto que a mesma tem no campo acad\u00e9mico, da sua sequ\u00eancia e de outros projectos no dom\u00ednio liter\u00e1rio, tr\u00eas anos depois do seu lan\u00e7amento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doutora, que balan\u00e7o faz 3 anos depois do lan\u00e7amento do \u201cEstatuto do Indigenato \u2013 Discrimina\u00e7\u00e3o e Assimila\u00e7\u00e3o Nas Col\u00f3nias Portuguesas da \u00c1frica Continental 1875-1975?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um balan\u00e7o muito positivo. Eu lancei o Estatuto do Indigenato em 2003. Quando eu lancei o livro, vim at\u00e9 a Editora e notei que s\u00f3 havia livros com capas coloridas, encarnadas, amarelas, verdes, e o meu livro tem uma capa assim acinzentada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros momentos, as pessoas ignoraram o livro, mas agora vi que o academicismo est\u00e1 a avan\u00e7ar. Est\u00e3o atentos e v\u00e3o estar a procurar o livro. Isso \u00e9 bom, ent\u00e3o o balan\u00e7o \u00e9 positivo, e o fato de os senhores jornalistas do Jornal OPA\u00cdS terem vindo ao meu encontro para saber dos \u00faltimos desenvolvimentos a respeito da obra, o balan\u00e7o \u00e9 ainda mais positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, as mentes, as universidades est\u00e3o a abrir-se para a leitura de outros temas profundos, que ultrapassam mais ou menos o per\u00edodo delas de vida, porque s\u00e3o jovens.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como est\u00e1 a obra a ser distribu\u00edda ao n\u00edvel do pa\u00eds, sobretudo nas universidades?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bem, eu gostaria de fazer mais trabalhos e de apresentar os livros. Mas, fiz tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es, uma no Memorial Dr. Antonio Agostinho Neto, que marcou o lan\u00e7amento oficial, e duas universidades, Metodista e Cat\u00f3lica de Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, eram as universidades que j\u00e1 tinham intelectuais muito positivos para se comprar. N\u00e3o h\u00e1 j\u00e1 d\u00favidas de que eu tenho estado a fazer muito pouca interven\u00e7\u00e3o na venda, por aquilo que acabo de dizer, h\u00e1 falta de intelectuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Queira comentar, se faz favor!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o tenho um grupo de assistentes intelectuais que queiram intervir nas universidades com esta mensagem. Devem existir, mas ainda talvez n\u00e3o seja para serem portadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por onde passa o incentivo \u00e0 intelectualidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu sinto esse incentivo em v\u00e1rias \u00e1reas, n\u00e3o s\u00f3 em hist\u00f3ria, em geografia e, sobretudo, quando se trata da Ci\u00eancia Digital. H\u00e1 um avan\u00e7o muito grande que me preocupa. Gosto, mas me preocupa.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu sinto agora, e me d\u00f3i muito, francamente, \u00e9 o fato de haver muito celular. Estive em Pret\u00f3ria, \u00c1frica do Sul, e senti que h\u00e1, de fato, muito telefone celular. Sinto isso nos aspectos culturais e escrevi sobre isso. N\u00f3s ir\u00edamos mais depressa para os aspectos digitais do que para os aspectos da intelectualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso preocupa muito, muito, muito, ainda hoje. N\u00e3o podemos passar sem isso. Muita gente junta, pais, crian\u00e7as pequeninas, amigos, todos eles concentrados nos celulares. Ningu\u00e9m falava para o outro, \u00e9 o mundo que est\u00e1 diferente. Todos n\u00f3s temos que lutar para que a m\u00e1quina viva conosco, mas n\u00e3o nos ven\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos dos aspectos culturais por falta de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 a m\u00e1quina que se interfere. At\u00e9 dentro de casa, as pessoas v\u00e3o \u00e0 mesa para a refei\u00e7\u00e3o. Poucas s\u00e3o as pessoas que largam o telem\u00f3vel. Muitos preferem comer com o telefone \u00e0 m\u00e3o e interagir com a parte exterior, enviando mensagens. N\u00e3o respeitam o momento como tal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que medidas devem ser tomadas para inverter a situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o quero ter receitas, mas a sua pergunta \u00e9 pertinente, que eu passo a destruir aquilo que n\u00f3s somos, rigorosamente, a nossa cultura. Somos v\u00e1rias, somos africanos, mas somos v\u00e1rios pa\u00edses, e dentro de cada pa\u00eds h\u00e1 v\u00e1rias geogr\u00e1ficas, em que a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 a mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 diferente, a maneira como se fala, e n\u00e3o \u00e9 como se pensa. Agora inverter isso, a linha africana tenta come\u00e7ar por cima, porque por baixo leva muito tempo, e est\u00e1 a apegar mais nas crian\u00e7as. Vencendo o ciclo prim\u00e1rio, julgo que vai levar tempo, mas \u00e9 mesmo para a\u00ed, n\u00e3o \u00e9 aquilo que n\u00f3s achamos que vai acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.opais.ao\/flipbook\/edicao-3230-09-05-2025-a-12-05-2025\/\">em<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rec\u00e9m-chegada de Pret\u00f3ria, \u00c1frica do Sul, onde efectuava um tratamento m\u00e9dico, a docente universit\u00e1ria e investigadora cultural, Palmira Tjipilica, autora da obra \u201cO Estatuto do Indigenato\u201d, reservou um pouco do seu tempo para fazer um breve balan\u00e7o sobre o impacto que a mesma tem no campo acad\u00e9mico, da sua sequ\u00eancia e de outros projectos no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_override_bookmark_settings":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_podcast_option":[],"jnews_podcast_series":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[45],"jnews-series":[],"class_list":["post-1127","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","tag-estilo4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1129,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1127\/revisions\/1129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1127"},{"taxonomy":"jnews-series","embeddable":true,"href":"https:\/\/chiola.ao\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/jnews-series?post=1127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}